Alguns dias mais pesados, uma fase de muita preocupação ou noites em que o sono não vem fazem parte da vida. Quando, porém, esses sinais passam a se repetir e a interferir no trabalho, nos estudos, no sono e nos relacionamentos, vale a pena considerar uma avaliação com médico psiquiatra.
Este texto é um guia educativo, voltado a adultos que convivem com sintomas relacionados a humor, ansiedade ou depressão e querem entender como funciona o cuidado psiquiátrico com a Dra. Suzana Guariente. O atendimento é particular, presencial em Londrina (PR) e por teleconsulta para todo o Brasil. O objetivo aqui é informar com clareza — não oferecer diagnósticos ou condutas.
Quando considerar uma avaliação psiquiátrica
Não existe um "limite mínimo de sofrimento" para procurar ajuda. De forma geral, vale conversar com um psiquiatra quando os sintomas persistem por mais de duas a três semanas, se intensificam ou afetam áreas centrais da rotina.
- Tristeza persistente, desinteresse ou redução do prazer em atividades.
- Preocupação frequente, sensação de estar em alerta a maior parte do tempo.
- Alterações importantes do sono e do apetite.
- Irritabilidade, oscilações de humor ou sensação de distanciamento emocional.
- Dificuldade de concentração, queda de desempenho, esquecimentos frequentes.
- Sintomas físicos sem causa clínica clara, como tensão muscular, dor de cabeça ou taquicardia.
Procurar um psiquiatra não significa que algo está "errado demais". Significa olhar para o que se sente com seriedade e método.
O que são, em linhas gerais, esses transtornos
Transtornos depressivos
Envolvem alteração persistente do humor, da energia, do sono, do apetite e da percepção de si. Quadros como a depressão maior e o transtorno depressivo persistente são avaliados sempre individualmente, considerando contexto de vida e saúde geral.
Transtornos de ansiedade
Incluem, entre outros, o transtorno de ansiedade generalizada, o transtorno do pânico e a fobia social. Têm em comum a ativação excessiva do sistema de alerta, com impacto funcional no dia a dia.
Transtornos de humor com oscilação
Englobam o transtorno bipolar (tipos I e II) e o transtorno ciclotímico, em que períodos depressivos se alternam com fases de aceleração. A avaliação médica é essencial, pois sintomas leves de aceleração nem sempre são percebidos pela própria pessoa.
Como funciona a primeira consulta
A primeira consulta com a Dra. Suzana Guariente costuma durar entre 50 e 60 minutos. É um espaço de escuta cuidadosa, em que se constrói uma compreensão ampla do momento de vida do paciente.
- Anamnese detalhada: história dos sintomas, gatilhos, impacto na rotina e histórico médico e familiar.
- Avaliação do estado mental: humor, ansiedade, sono, energia, pensamento e fatores de risco.
- Hipóteses diagnósticas: baseadas em critérios da CID-11 e do DSM-5-TR, sempre individualizadas.
- Plano terapêutico: orientações de estilo de vida, indicação de psicoterapia e, quando pertinente, discussão sobre tratamento medicamentoso — com benefícios, limitações e alternativas apresentados de forma clara.
O diagnóstico psiquiátrico é um processo, não um carimbo: pode se refinar ao longo das primeiras consultas.
Abordagens de cuidado mais comuns
O cuidado em saúde mental é, na maior parte das vezes, multimodal. A combinação exata depende do quadro clínico, da fase da vida e das preferências do paciente, sempre dentro da prática baseada em evidência.
- Psicoterapia: abordagens com respaldo científico, como a terapia cognitivo-comportamental, a terapia interpessoal e abordagens psicodinâmicas.
- Tratamento medicamentoso: quando indicado, é discutido de forma individualizada com o paciente. Este artigo não orienta uso, nome ou dose de medicamentos — isso é função exclusiva da consulta médica.
- Hábitos e rotina: regularidade de sono, exposição à luz natural, atividade física e cuidado com substâncias como álcool, cafeína e nicotina.
- Rede de apoio: família, amigos e, em alguns casos, psicoeducação em grupo.
Acompanhamento contínuo
Transtornos de humor e ansiedade frequentemente apresentam curso oscilante. Por isso, o acompanhamento regular permite ajustar o plano de cuidado, monitorar a evolução e prevenir recaídas. A frequência das consultas é definida em conjunto com o paciente, conforme cada momento.
Atendimento presencial em Londrina e por teleconsulta
O atendimento pode ser presencial em Londrina ou por teleconsulta para pacientes de todo o Brasil. A escolha do formato é conversada caso a caso, considerando o quadro clínico, a etapa do cuidado e a preferência da pessoa atendida. A teleconsulta segue as normas vigentes do Conselho Federal de Medicina sobre telemedicina.
Onde buscar ajuda em momentos de crise
Se você ou alguém próximo estiver passando por sofrimento intenso, com pensamentos de desesperança ou ideias de morte, procure ajuda imediatamente:
- CVV — Centro de Valorização da Vida: ligação gratuita pelo número 188, 24 horas por dia.
- SAMU 192 ou unidade de emergência mais próxima.
Em situações de risco, não aguarde uma consulta agendada: busque atendimento de urgência.
Próximo passo
Se você reconheceu, em parte do que leu, algo do seu momento atual, considere agendar uma consulta com a Dra. Suzana Guariente para uma avaliação individual. Cada história é única e merece um cuidado construído caso a caso.
Este conteúdo tem finalidade exclusivamente educativa e não substitui consulta médica. Diagnóstico e tratamento devem ser sempre individualizados, em avaliação presencial ou por teleconsulta com profissional habilitado.